Natureza

Estudo diz que geleiras da região do Everest diminuíram 13% em 50 anos

Rochas que ficavam sob o gelo profundo já são visíveis,estudiosos acreditam que gases-estufa influenciam alteração no Himalaia.

Imagem de dezembro de 2009 mostra montanhas e uma geleira na região do monte Everest, a 140 km de distância de Kathmandu. (Foto: Prakash Mathema/AFP).

Cientistas divulgaram nesta semana que o Monte Everest, a maior montanha do mundo, já sofre impactos do aumento da temperatura global.

De acordo com o estudo, anunciado em uma conferência realizada em Cancún, no México, em 50 anos o gelo encontrado na região do Everest reduziu-se em 13% e pontos da montanha que antes ficavam totalmente cobertos já são visíveis.

Geleiras com tamanho médio de 1 km² estão desaparecendo mais rapidamente e foi detectada uma redução de 43% da presença delas na superfície da montanha desde 1960. A exposição de rochas e escombros que antes ficavam nas profundezas do gelo aumentou 17% desde 1960. Já as extremidades das geleiras recuaram, em média, 400 metros nos últimos 50 anos.

De acordo com pesquisadores da Universidade de Milão, na Itália, há suspeita de que a grande quantidade de emissões de gases de efeito estufa seja a principal causa da redução do gelo e neve na região do Everest. No entanto, eles ainda não estabeleceram uma ligação entre as mudanças na montanha e as mudanças climáticas.

Ritmo crescente de degelo
Segundo o pesquisador Sudeep Thakuri, que liderou a equipe de cientistas durante o trabalho, patrocinado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), as informações foram obtidas com a ajuda de imagens de satélite do Parque Nacional Sagarmartha, além de mapas topográficos e reconstrução da história glacial da região. A análise estatística mostra ainda que a maioria das geleiras do parque recuam a ritmo crescente.

Dados hidrometeorológicos avaliados pelos cientistas apontaram também que, desde 1992, a temperatura da região do Monte Everest aumentou 0,6 ºC e as chuvas diminuíram em 100 milímetros nos períodos que antecipam as monções (mudança de ventos que proporcionam chuvas intensas durante os períodos de junho a agosto) e nos meses de inverno.

A próxima etapa da pesquisa é integrar os dados sobre as geleiras, a hidrologia e o clima na região, para entender melhor o ciclo das chuvas e a futura disponibilidade de água no Himalaia. “As calotas polares e o gelo himalaio são considerados uma fonte de água para a Ásia, para o consumo, agricultura e produção de energia”, explicou Thakuri, segundo o site G1.

Adicionado pelo blog o mundo oculto.

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